O diretor Oliver Stone afirmou que o filme W sobre o atual presidente americano, George W. Bush, pode ser definido como "uma sátira" e contará com "uma pitada de humor".Em declarações à Entertainment Weekly, o diretor, ganhador de três Oscar (dois como diretor por Platoon e Nascido em Quatro de Julho e outro pelo roteiro de O Expresso da Meia-Noite), disse que o filme será "uma biografia com realismo mágico".
Josh Brolin e Elizabeth Banks interpretam Bush e sua esposa, Laura, respectivamente, enquanto James Cromwell e Ellen Burstyn, darão vida aos pais do atual inquilino da Casa Branca, George H.W e Barbara.
Os produtores esperam que, se tudo correr conforme o previsto, o filme possa chegar às salas de cinema em novembro, mês no qual serão realizadas as eleições presidenciais nos Estados Unidos.
Stone revelou à publicação que ainda está buscando a pessoa ideal para interpretar Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos."Estamos atrás de alguém muito interessante", disse Stone, que negou o rumor de que Robert Duvall fosse interpretar esse personagem.
O diretor de filmes como Alexandre ou As Torres Gêmeas também comentou a possibilidade de que a estréia deste filme seja tão polêmica ou inclusive mais do que as estréias de JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar e Nixon.
"Tem que ser um material fresco. Não sabemos muito sobre Bush ainda. Foram publicados alguns livros. Acho que Against All Enemies -de Richard Clarke- era um grande começo para uma pesquisa", apontou Stone.
"E lemos todos os livros de Bob Woodward, mas pega muito leve com Bush, muito leve", continuou.
"Stanley Weiser (co-roteirista do filme) leu 17 livros sobre Bush. Trabalhou duro para ter a idéia correta, mas é cedo. Tem que deixar que os livros sejam feitos com a passagem dos anos".
Stone mencionou a atual corrida presidencial, na qual destacou o trabalho do democrata Barack Obama.
"Não acompanho os detalhes. Entristece-me. Acho que Obama é firme e acredita em sua mensagem, mas a imprensa empurra o povo para baixo. Qualquer um pode cair se estiverem sobre eles todo o tempo", argumentou o diretor.
"E inclusive caso ele se torne presidente, o que vai fazer? O que vai fazer com a dívida? Como vai sair do Iraque? Não pode. Estamos presos ali. Também temos uma guerra no Afeganistão e tropas em outros países. Será duro se desfazer desse vínculo, inclusive para Obama, mas é preciso tentar. O que mais podemos fazer?".
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