Treinadora de elenco de "Tropa" ensaiou atriz de "Linha de Passe"

Para viver a doméstica Cleusa em Linha de Passe, personagem que lhe garantiu o prêmio de Melhor Atriz no 61º Festival de Cannes, a brasileira Sandra Corveloni suou a camisa.

"Várias vezes, quase todo dia, ela me falava que já não agüentava mais, foi um trabalho difícil", lembra a preparadora de elenco Fátima Toledo, responsável por "treinar" Wagner Moura e seus aspiras para Tropa de Elite. "Independentemente de ser um filme cheio de ação ou um drama, a dificuldade em preparar atores é a mesma. É a fase de quebrar barreiras, e o começo é sempre doloroso", explica Fátima.

Estréia de Sandra em longas-metragens, Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, fez a atriz começar do zero. "Ela veio do teatro, onde o costume é construir o personagem. Para o cinema, é importante que o ator se coloque na situação, tem que viver aquilo a ponto de demonstrar no olhar. Enquanto num palco a interpretação é 'para fora', no cinema não pode ser, então tive que conter isso na Sandra. Ainda mais para viver a Cleusa, uma mulher cheia de conflitos", conta.

"Foi uma vitória do cinema brasileiro", disse a paulista Sandra Corveloni, 43 anos, domingo. Integrante do grupo teatral Tapa - e diretora da peça Amargo Siciliano, em cartaz em São Paulo -, Sandra passou o dia de ontem dando entrevistas e curtindo a nova vida de famosa. Ela não pôde ir ao festival porque se recupera de aborto espontâneo. Em casa, na Vila Mariana, ela aguarda a visita de Daniela, que volta de Cannes até o fim da semana para lhe entregar o prêmio.

Antes da estréia de Linha de Passe no segundo semestre, dá para ver Sandra atuando: domingo, às 23h, ela vai estar no teleteatro O Telescópio, peça escrita pelo dramataurgo Jorge Andrade e adaptada na TV Cultura.

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